Isso não é presente…

12/06/2009 - Deixe seu recado!

Não ganhei, no dia dos namorados um presente, ganhei sim por completo o dia dos namorados. Um dia que vai ficar registrado nesse endereço por todos os dias, até mesmos pelos dias que eu rezadeus que não cheguem, que nós venhamos a estar longe. [rezadeus, desconjura]

No dia que te ouvir dizer que não amaria ninguem do mesmo tanto que ama seu irmão, me senti inseguro, e com medo de que isso fosse apenas um aviso, sei lá, uma forma de que você possa ter achado de dizer que não iria não me amar como eu sempre quis ser amado, e modéstia a parte, eu acho que consegui que o medo e a insegurança, raramente sentidos ao seu lado fossem pra PUTA QUE OS PARIU. E mesmo que você cumprisse essa sua meta insana, eu me contentaria se você só deixasse eu te amar, pra mim o importante sempre foi ter o direito de amar e poder expressar, mesmo que fosse só pra expressar, só queria mesmo poder.

Só se amar não é necessário e é por isso que permanecemos juntos, porque não só nos amamos, mas nos completamos, nos ajudamos, nos fortalecemos, enfim.

Não sei, acho que minha bagunça de palavras apenas expôem a forma bagunçada e atrapalhada com que estou pensando diante de tudo o que foi postado aqui desde o dia 18/05/2009.

Como assim? existiu mesmo um medo de que eu não gostasse disso tudo? Engano seu querido! qualquer pessoa gostaria de ganhar algo como isso! QUALQUER PESSOA [ponto]

Me deu até uma pequena inveja disso, porque eu fiz um presente que é passivel de empoeiramento, sujeira, depreciação… Espero conseguir fazer ainda algo que tenha a mesma duração que esse blog.

Cansei dessa minha desorganização por hoje. Quero mesmo é organizar meus sentimentos, dominar minha SPA.

Rafael, eu amo você [ponto]

[feito por mim]

11/06/2009 - Deixe seu recado!

infinito

Dime si tu quisieras andar conmigo,
Cuentame si quisieras andar conmigo,
Dime si tu quisieras andar conmigo,
Cuentame si quisieras andar conmigo

[Andar Conmigo - Julieta Venegas]

Deu pra voltar!!

Um último “Eu te amo” antes de você ver todos os que tem espalhados por esse presente…

E que a gente continue como na foto: com o infinito à nossa frente.

[para o infinito]

10/06/2009 - Deixe seu recado!

There are many lessons in life that only time can teach you, like how much you love someone. It’s nearly impossible to know that, until you spend your days without them. And then there are those lessons that you can learn only through the beating of your heart, and through feeling such strong emotions that you can barely breathe. Then finally, the essence of time and the power of your heart crossing paths, and the only knowledge you’re left with is the realization that time is the one thing that keeps you from letting go. No, it’s never the embracing, or the kisses. Not the laughter or the tears, only time.

 

Autor desconhecido

 

 

Às vezes parece que ninguém envia mais cartas. A não ser em casos de quem adora parecer vintage ou é missionário de uma religião numa cidade distante, a praticidade do teclado [sinto como se ele já fosse uma extensão dos meus dedos] somada à velocidade em que a gente vive, faz com que até escrever se torne complicado [e provo isso todo dia quando tento escrever no bloquinho e só vejo garranchos].

 

A questão é que as cartas ganharam um ar de romantismo. Pensamentos soltos em um pedaço de papel no qual, teoricamente, seríamos mais sinceros, já que não dá para sê-lo em um blog aberto para a posteridade. Bom, não concordo com isso. Falando por mim, claro, jamais deixei de ser extremamente sincero no que colocava no meu blog. Mesmo que não sendo direto, até porque minha vida é envolvida em outras, sempre coloquei tudo que meu deu vontade nas palavras que surgiam do teclado e iam para um www.

 

Mesmo assim, perguntei pra muita gente: é brega dar um blog de presente? Ninguém achou brega, ao contrário. Entre reações que iam do “fofo” ao “owmôdeuso”, todos entraram na onda e acreditaram que esse era um presente interessante. Pra mim, foi a melhor forma encontrada de usar o que sei fazer bem com quem mais me faz bem. Sei que não é grande coisa, que poderia ter sido mais bonito várias cartas escritas a mão, com desenhos bobinhos espalhados e perfume.

 

Mas pensei que o infinito do nosso tempo é diferente. Isso aqui será seu e de quem você quiser. Não tem como pedir de volta, esconder numa caixa de sapatos que vai ficar cheia de pó no final. Esse vai sempre estar branquinho com azul, com as fotos, os textos, os desejos, os sonhos e tudo mais que for nosso, enquanto você quiser tê-lo. Porque, uma senha existe, mas ela vai ser mudada, porque o presente é seu. A partir de agora, é você quem decide o que vai ser feito dele.

 

Porque ele está chegando ao fim, pelo menos você desconhecê-lo. Acho que não ficarei mais sozinho até o dia de entregá-lo, então vou parando por aqui. Foi engraçado. Esse tempo que passei escrevendo pra você me fez ver que, não adianta, não se escreve obrigado. Queria fazer um texto diário, mas vi que tudo isso dependia o meu humor: só ele me deixava sincero o suficiente para me dedicar à um tempo em frente ao computador.

 

Vi que tua inspiração é real e ela surge naturalmente e foi bloqueada somente em momentos em que fui bobo o suficiente para ficar com raiva de você. No mais, esse texto final não tem muito a acrescentar. Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Mesmo gostando tanto de repetir, acho que você já sabe disso. Esse é meu primeiro dia 12 em que realmente estou com alguém e dei sorte de ser com a melhor de todas e a que eu mais queria. Que seja o primeiro de todos. Porque não quero namorar ninguém além de você.

[quando é pra acontecer]

09/06/2009 - Deixe seu recado!

desire

Celine: You know what I want?
Jesse: What?
Celine: To be kissed.
Jesse: Well I can do that.

(Before Sunrise – Richard Linklater)

 

Lembro de uma mensagem que você me enviou um dia antes da sua viagem pra Belém. Nela você celebrava as coincidências que faziam com que ficássemos juntos e, estranho, elas sempre me parecem maiores do que realmente nós percebemos. Não vou muito longe, até porque poderia começar com o fato da genética ter brincado conosco ainda nos tempos de zigoto ou mesmo na minha escolha profissional, chegando aquele famoso dia de entrevista, mas quero me ater aos acontecimentos mais recentes.

 

Não era e nunca foi minha vontade sair dizendo tudo da minha vida para as pessoas. Sempre fui um livro aberto, com algumas páginas trancadas no cadeado, páginas essas que você sabe quais são. Todas as nóias concentradas me faziam crer que a felicidade, nesse aspecto, seria algo impossível: se eu não aceitasse as minhas idéias como algo meu, não poderia ir além de páginas de internet e encontros sem qualquer sentimento além do sexual. Mas, quem disse que eu tinha qualquer coragem de perceber isso como verdade?

 

Chorava, me apaixonava e não entendia que só poderia viver o que eu era de verdade se houvesse aceitação. O problema é que não havia compreendido ainda que essa aceitação só viria com a correspondência. Um belo dia, sentado após um evento de trabalho, o Júnior diz, com um sorriso de desentendimento, que sabia. De que? Sabia. O que mais ele poderia saber? Era o tal do segredo, o tal do medo. Ele sabia porque outro sabia que havia ouvido de outro e vi que só existe segredo quando a gente não faz nada.

 

Foi instintivo. Eu já tinha com quem conversar. Já tinha amigos que falava sobre esses “segredos”, que me ouviriam tranquilamente, que me ouviram, inclusive. Mas, por algum motivo que até hoje não sei explicar (coincidência?), eu quis falar com você.

 

Acho que te vi uma vez. Foi, uma vez só. Você tava com uma camisa azul, o cabelo espetado, sorrindo sempre e levantando a sobrancelha (…). A gente se viu essa vez e lá estava você confiando em mim através da tela do computador. Contou da sua vida, das suas decisões, dos medos que você sentia e, ainda hoje, as coisas continuam assim. E eu adoro. Adoro saber que, mesmo sem nunca ter te dado um abraço eu faço diferença na tua vida. Que você escuta (lê?) o que digo, você me pergunta as coisas, você, sei lá, faz falta sem nunca ter estado perto. (…) porque eu sinto que a gente é amigo de verdade, mesmo que faltem uns mil abraços a serem dados. Era isso, basicamente. Eu tô aqui pra você ainda mais agora. E sempre!

 

Juro que era sem intenção alguma. Até porque nem fazia idéia das palavras que já haviam sido escritas no teu diário. Era, simplesmente, uma necessidade que apareceu. Como se Deus tivesse sussurrado no meu ouvido “Fala pra ele” e eu, sem qualquer ideia de que aquilo seria mais do que um e-mail de alguém desesperado, vi tudo desencadear para a minha completa felicidade. Para a nossa completa felicidade. Daí penso que sofria por algo tão pequeno. Quando decidi, realmente, abrir meu coração [mesmo que de forma louca, já que eu não tinha a menor noção que você pudesse voltar], o medo maior foi embora: dava sim pra ser feliz.

 

Daí, o resto, você já sabe. O retorno, o encontro agoniado, o primeiro “eu te amo”, a revelação para os amigos… Cada dia é uma novidade, um desejo, uma vontade de fazer diferente, seja por termos uma relação diferente da maioria das pessoas [e diferente de todas eu já tive], por estarmos crescendo em todos os sentidos por estarmos juntos: na nossa própria noção do que realmente queremos, na edificação de um relacionamento adulto, na vontade de querer que isso seja duradouro, extremamente duradouro.

 

É uma grande coincidência isso tudo. Você, eu, nosso encontro, nossa relação, sermos tão parecidos. Tudo é uma sucessão de acontecimentos que me fazem perguntar: “Isso existe mesmo?”. Existe. E nunca na vida eu pude ser que a realidade é algo tão bom.

[todo amor que houver nessa vida]

06/06/2009 - Deixe seu recado!

couple

Daniel: Tell her that you love her.
Sam: No way! Anyway, they fly tonight.
Daniel: Even better! Sam, you’ve got nothin’ to lose, and you’ll always regret it if you don’t! I never told your mom enough. I should have told her everyday because she was perfect everyday. You’ve seen the films, kiddo. It ain’t over ’til its over.

(Love Actually – Richard Curtis)

[esse texto foi escrito em fevereiro. mas não é que ele cai como uma luva pra junho?]

Há muito e muito tempo que venho, de blog em blog, falando sobre a minha completa ojeriza ao fato de que eu só sei amar demais. Não existe meio-termo, mais ou menos ou gostar com o tempo. Quando o assunto é esse, só funciona quando ponho o pé na jaca. Sem receios, sem medos, sem qualquer lembrança daquela última vez que doeu o suficiente pra que você desejasse a morte. Só a certeza de que, dessa vez, é bem maior que a última e assim sucessivamente.

Mas, assim como acontece com o amor que sinto pelo meu irmão, tenho o pensamento racional de que amar demais é um problema sério, visto sob a ótica do Rafael (como sempre). Primeiro, por conta do meu puta “complexo de superioridade direcionado à merdas”. Explico: não é um convencimento que faz com que eu fique fazendo ar de blasé para qualquer pessoa que tenha qualquer frescura comigo.

Eu me acho de pensar que sempre sempre sempre que a pessoa que eu ame tem um problema, a culpa é minha. Do tipo que um “A gente precisa conversar” desencadeia toda uma série de pensamentos pregressos sobre o que eu possa ter feito, sob que circunstância e blá blá blá. Mesmo com a consciência limpa, sabendo que não havia nada com o que se preocupar, fico encucado achando que aquela conversa será o início do fim.

E, na maioria das vezes (NA MAIORIA DAS VEZES) o problema é algo externo, distante, e o “A gente precisa conversar” significa “Quero conversar com você porque isso me acalma”. Mas, antes de saber disso eu já analisei todos os meus passos, minhas refeições, até as vezes em que fui ao banheiro pra saber se fiz alguma cagada [não literal] que justificasse a conversa. Bom, isso é só um exemplo, mas a minha gastrite entre numa lombra louca com ele.

O fato é que amar demais [e, é bom deixar bem claro, dá pra amar demais mesmo sendo correspondido] te deixa com muitas dúvidas sem sentido, típicas de quem está apaixonado, mas extremamente cansativas para alguém que, como eu, tem noção de o quanto elas são desnecessárias. Porque não é suficiente ouvir um “Eu te amo”? Não faço idéia. Mas é certo que, da mesma forma que a distância traz dúvidas, a proximidade retira toda preocupação e lá estou eu com raiva de novo de mim mesmo porque, não adianta, não fico com raiva de quem eu amo quando ela está por perto.

É um paradoxo constantemente renovado, ainda mais quando os problemas que te cercam acabam ficando restritos à situação do seu relacionamento. Sabe aquele lance de que o ser humano é um eterno insatisfeito? Então! Encontrar problemas onde eles não existem é uma dolorosa forma de não acreditar em tanta felicidade. Estranho demais, minha gente…

[perigosamente apaixonado]

06/06/2009 - Deixe seu recado!

Polaroid?

Man in photo: She is in love.
Nino Quincampoix: I don’t even know her!
Man in photo: Oh, you know her.
Nino Quincampoix: Since when?
Man in photo: Since always.
Man in photo: In your dreams.

(O fabuloso destino de Amelie Poulin – Jean-Pierre Jeunet)

Vi isso, e lembrei de você:

http://www.brogui.com/2009/05/28/a-famosa-polaroid-esta-de-volta/

Comecei a pensar no quanto você estimula minha criatividade. Tá bem, eu deveria até ter mais quando me dispus a escrever aqui, mas é porque tive essa invenção bem na época de maior nóia ever, então fica bem justificado esse meu jeito relapso de te dar um presente. Mas, se for pensar na minha produtividade bloguística, é um feito. Escrevia três, quatro textos em um mês e desde que me encontro perigosamente apaixonado isso diminuiu ainda mais, porque fiquei sem tema além desse. Desculpa de preguiçoso? É nada. Eu lembro bem quando eu dizia em outros textos, antiiigos, que não consigo escrever bem quando estou feliz, pelo menos não sobre os temas que acabo escrevendo bem [a.k.a. desilusões amorosas]. Quando estou na bosta, fico tinindo de inspiração, até porque só encontro nas letras mesmo algo que me console. Por isso que ando escrevendo pouco no meu blog. Não existe motivo pra escrever [meu deus, só uma pessoa muito deprimente mesmo pra admitir isso. G-ZUZ]. É só aquela felicidade boba, de quem vê passarinho verde [e azul, e amarelo e todas as cores do arco-íris, nhá!], sem ficar sentindo-se a pessoa mais mal amada do mundo. Assim que é bom. Pode até ser que não faça textos tão legais e que inspirem os corações sofridos a se levantarem, mas foda-se quem sofre no amor. Eu estou muitíssimo bem, obrigado, e pretendo continuar assim por mais muitos e muitos anos…

Man in photo: She is in love.
Nino Quincampoix: I don’t even know her!
Man in photo: Oh, you know her.
Nino Quincampoix: Since when?
Man in photo: Since always.
Man in photo: In your dreams.

[so fuck'n crazy in love]

03/06/2009 - Deixe seu recado!

por marija knezevic

Hercules: Meg, why did you… You didn’t have to…
Meg: People do crazy things… when they’re in love.

(Hercules – Ron Clements e John Musker)

[como sei que ainda preciso melhorar um bocado, o texto de hoje vai ser repetido, pra que meu pedido fique bem gravado]

Eu sou louco, isso é certo. Crio ilusões na minha cabeça, monto todas as discussões com frases, sofro sem saber pelo que. São problemas de quem mistura sentimentos demais, especialmente aqueles que não extremamente dicotômicos e, mais ainda, intensos. Por exemplo, amor e insegurança. Onde se já viu isso, menino? Quem ama demais deveria ser seguro, mais ainda quando esse amor é totalmente correspondido. Mas, não dá pra explicar insegurança só pelo momento.

Inseguro eu sou desde sempre. Acho que, justamente por nunca ter sido do jeitinho que a mamãe queria, ela acabou me protegendo demais, com medo de que meu jeito diferente dos outros menininhos da rua pudesse fazer com que eu sofresse. Daí, acabei me tornando uma pessoa muito dependente dela. Chorava fácil, tinha medo de tudo e achava mesmo que nunca iria, mesmo desejando muito, ficar longe deles. Mas eu consegui. Desde os 15 anos tenho que me arrumar com contas, dinheiro pouco, saudade e solidão.

Daí que fui me tornando mais seguro, mais confiante, até porque fui obrigado. Mas, o mesmo motivo que fazia a minha mãe ter toda aquela proteção comigo se mantinha e eu não conseguia me livrar do medo de ser eu mesmo, na melhor descrição da expressão. Repetindo o que adoro repetir, foi com você que isso mudou. Tenho ainda a completa certeza que toda a minha vontade de morar em São Paulo sempre foi baseada de que lá eu poderia ser livre.

Não precisei ir tão longe: sou livre com você. Mas, não adianta. Toda a minha insegurança agora é direcionada ao medo de te perder. Não é racional, garanto. Você não dá motivos para que tenha qualquer razão de que eu sinta isso. É algo sem explicação, que só pode ser um pouco entendido quando você sabe o quanto ainda é complicado para que eu aceite que posso ser tão feliz. Nunca foi assim, nunca foi tão bom e isso, óbvio, causa medo de perder.

Então, tenho que te pedir esse entendimento. Saber que ceninhas imbecis como a que fiz sexta-feira e como a que fiz ontem acontecem somente porque são formas imbecis de eu conseguir mais atenção sua. Isso é o que mais preciso e mais busco: atenção. Mesmo sabendo que você me dá tudo que preciso, mas quero muito que você tente me fazer, mais e mais, perder essa insegurança que me consome. Porque é um saco ter alguém fazendo besteiras simplesmente por não saber lidar com tanto amor que carrega, como é o meu caso.

Te peço entendimento e também esforço. Tenho certeza que, apesar dessas derrapadas que dou, sou bem mais interessante do que elas. Tenho certeza também que, mesmo com todo o exagero desse texto, você consegue sim toda a intensidade que peço. É uma questão mesmo de entender quem se ama: você agüentando minha insegurança, cuidando para que ela não se manifeste, até que ela se torne apenas uma lembrança que vá servir de estoque para as nossas piadas juntos. Vale a pena esse esforço por mim?

[until my dying day]

02/06/2009 - Deixe seu recado!

moulinrouge

Christian and Satine: Come what may, I will love you until my dying day.

(Moulin Rouge – Baz Luhrmann)

São 10 pras 11 e agente discute, novamente, o quanto é difícil das nossas famílias entenderem o que a gente sente. Eu me enxi desse assunto. Eu me enxi de tentar convencer quem eu amo sobre meus sentimentos. E nem contei ainda pros meus pais. Isso me tira a inspiração. Isso me faz ficar triste. Mas faz ter raiva de pensar que a busca maior da vida humana, que é a felicidade, é barrada por um pensamento. Mas não vou deixar de te amar por nada que tenha relação com o que os outros pensam. Te juro!

[clothes off]

28/05/2009 - Deixe seu recado!

Shirt

Laura: I’m too tired not to be with you.
Rob: What, so if you had a bit more energy we’d stay split up, but things being as they are, with you being wiped out and all, you want to get back together? Is that it?
Laura: Yeah.

(High Fidelity - Stephen Frears)

Estou num pé e noutro. Uma agonia, uma sensação de aperto no peito que [estranho] não tem relação alguma com tristeza. Altamente contrário: to tão feliz que me dá medo. Esse lance de fazer camisetas já é uma idéia que tenho há eras. Tanto que me consumiu ao ponto de eu passar dois dias sem escrever aqui. As camisetas ficaram lindas.

As cores, as idéias transformadas, a sensação de criar… Idéias não podem ficar presas na cabeça, devem voar, como borboletas que brotam da cabeça de quem está ganhando asas.  Nossas asas estão fazendo a gente subir e, longe de sermos Ícaros, elas não vão queimar ao sol.

Vão além dele, como sempre estamos indo: além dos preconceitos, além dos nossos medos, além do que a gente acreditava que seria nosso futuro antes de nos conhecermos. Quero que dê certo? Mais que tudo. Mas saber que nós dois conseguimos, mais um vez, voar juntos, me permite sentir uma felicidade que é mesmo suficiente.

[do que eu gosto]

26/05/2009 - Deixe seu recado!

olha nossa casa!

Charlotte: I just don’t know what I’m supposed to be.

Bob: You’ll figure that out. The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you.

(Lost in Translation – Sofia Coppola)

Gosto de ficar pelado, de comer deitado, de andar descalço.

Gosto de cachorro quente com muito catchup, pizza de calabresa e sushi.

Gosto de por do sol, praia até ficar moreno e sentar na areia.

Gosto de rir alto, chorar tudo de uma vez e fazer os outros sorrirem.

Gosto de tênis, camiseta e calça jeans.

Gosto de cheiro de gasolina, de stencil e roupa lavada na lavanderia.

Gosto de cerveja, de vodka e whisky.

Gosto de livros com histórias mirabolantes, filmes com boa fotografia e cinema vazio.

Gosto de Orkut, Gmail e Twitter.

Gosto de ver minha casa limpa, dormir todo embrulhado e acordar junto.

Gosto de ouvir música alto, descobrir bandas novas e discotecar.

Gosto de propaganda bem feita, matérias engraçadas e das minhas matérias.

Gosto de escrever no meu blog, de escrever e-mails apaixonados e de fazer bilhetinhos.

Gosto de viajar pra onde seja, conhecer lugares novos e pessoas diferentes.

Gosto de sentir dor de barriga em casa, cagar de porta aberta e olhar como ficou depois.

Gosto de jogar vídeo game, baralho e Jogo da Vida.

Gosto de por a mão fora do carro, dançar no banho e misturar shampoo e condicionador.

Gosto de chegar em casa, sair de casa, ficar em casa.

Gosto de dançar como se ninguém me visse, cantar como se fosse famoso e gritar de feliz.

Gosto de água fria, ar condicionado médio e tomar banho de piscina.

Gosto de Padrinhos Mágicos, Meninas Superpoderosas e Yu Yu Hakusho.

Gosto de Gorillaz, Justice e Radiohead.

Gosto de Friends, Skins e Chaves (apxS2<3).

Acho que gosto de bem mais coisas, mas isso é complicado de pensar assim.

Sei que amo você. E sei que é muito.

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